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RICARDO ROMERO PT

MUSEU E CENTRO DE ARTES DE FIGUEIRÓ DOS VINHOS, AV. JOSÉ MALHOA

Ricardo Romero (1984) nasceu em Évora, e atualmente vive e trabalha em Leiria.

Autodidata por natureza, é a partir de 1994, assumindo o pseudónimo/tag “ship", que começou por explorar as técnicas da pintura mural nas suas várias potencialidades plásticas.

Desde cedo, adotou uma postura educacional e pedagógica, utilizando o Graffiti e o Street art como instrumentos facilitadores no relacionamento com jovens e crianças, sendo responsável por ministrar vários minicursos e oficinas de experimentação e criação artística.

A sua prática artística, com forte influência nas linguagens artísticas urbanas, estende-se por diversas tipologias de trabalho tais como pintura, escultura, fotografia e vídeo.

Além de artista, é também o curador e produtor responsável por vários projetos de Arte Pública, destacando-se entre eles projeto de intervenção social “Projeto Matilha", diretor artístico do “UIVO - Ecos de Arte com Animais e Gente Dentro" produtor do espetáculo “Ilusão do Real", curador dos festivais de street art "Paredes com História - Leiria", "Contempl'arte - Tomar", “Flua" - Alcobaça, "Xalavar - Praia da Vieira; “Montras com Arte" - Setúbal, “Estilos Quentes - Évora", assim como produtor do “Falu" nas Caldas da Rainha.

SINOPSE DA  OBRA

Caetana

 

Esta escultura faz parte de uma reinterpretação da escultura “Orfão” de Simões de Almeida (tio), datada de 1871, tendo sido restaurada em 2019, com recurso à tecnologia 3D.

Característica daquela época de provações, marcada por dificuldades sociais e financeiras, “Orfão” reflecte uma criança privada, não só dos pais, mas de uma pátria e de esperança no futuro.

A escultura “Caetana” pretende ser um contraponto, concebido no século XXI também com recurso à tecnologia 3D, num mundo mais uma vez devastado pela guerra e pelas dificuldades, mas, ainda assim, com um raio de esperança num futuro melhor.

O nome “Caetana” está repleto de simbolismos ligados à determinação e força, distinção e singularidade. “Caetana” segura uma flor na mão no que pretende ser um testemunho, uma ligação entre o passado e o presente. O “órfão” estende a mão em súplica por algo que lhe possa ser oferecido enquanto Caetana é quem oferece, quem dá a flor, a semente, o depósito de continuidade do nosso mundo, da nossa Natureza, da nossa flor.