ISA MARITA PT
EB1 DE ALMOFALA DE BAIXO, AGUDA, FIGUEIRÓ DOS VINHOS
Jovem artista portuguesa que centra o seu trabalho na captação de episódios da rotina, onde inclui nas suas personagens principais animais e humanos, valorizando essencialmente a figura feminina e o poder que esta tem na sua vida.
A humanização de animais é um dos temas do seu trabalho, a exploração destes que a acompanharam na sua infância. A mistura entre elementos tradicionais e modernos são características marcantes nas suas obras onde explora diferentes materiais para além do papel.
SINOPSE DA OBRA
Na bata da avó
As paredes são como contadores de histórias, e as avós foram das primeiras a contar-nos uma. Crescer na casa da avó tem a sua magia: brincávamos na rua, corríamos no quintal atrás dos animais, escondíamos-nos entre as almofadas da sala e fugíamos com a boca cheia de bolo entre as colheres de pau. Crescemos a aprender com elas.
Quem cresceu na casa das avós, sabe que elas foram as nossas primeiras professoras. Aprendíamos o abecedário com os calendários pendurados nas paredes, começávamos a contar com o relógio gigante e barulhento da cozinha, e passávamos de ouvintes de histórias a inventores e actores das nossas próprias aventuras. Mas, o que tinha realmente magia? Eram os bolsos das batas delas! Tinham de tudo. Havia sempre um lápis na bata da avó, um bloco de notas perdido, uma caneta para pintar e um rebuçado para adoçar.
Crescer na casa da avó é ser educado com um amor que não se explica. Foi assim comigo: cresci na casa da avó Deolinda, com o seu bolso mágico.